A modernização do sistema logístico nacional ganhou um novo impulso com o lançamento do Port Community System (PCS), uma plataforma tecnológica que marca o início de uma nova etapa na digitalização do Porto de Maputo e que deverá tornar mais eficientes, transparentes e integradas as operações portuárias. A iniciativa, apresentada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, é vista pelo Governo e pelos gestores do porto como um instrumento estratégico para reforçar a competitividade de Moçambique no comércio regional e internacional.
O sistema foi lançado durante uma cerimónia presidida por João Matlombe, que classificou a implementação do PCS como um marco na transformação digital do sector dos transportes e logística, tornando o Porto de Maputo no primeiro porto moçambicano a adoptar um sistema integrado de gestão das operações portuárias.
Mais do que introduzir uma nova plataforma tecnológica, o Executivo pretende utilizar o PCS para simplificar procedimentos administrativos, reduzir custos operacionais, aumentar a transparência e melhorar a prestação de serviços aos operadores económicos, num contexto em que a eficiência logística se tornou um dos principais factores de competitividade entre os corredores comerciais da região.
A nova plataforma integra, num único ambiente electrónico, os diferentes intervenientes da cadeia logística, permitindo uma comunicação mais rápida entre autoridades portuárias, operadores privados, agentes marítimos, transportadores, serviços aduaneiros e outras entidades envolvidas nas operações.
Segundo João Matlombe, a transformação digital deixou de representar apenas uma inovação tecnológica para assumir um papel estratégico no desenvolvimento económico nacional. “A transformação digital deixou de ser uma opção para passar a ser uma exigência de competitividade. Precisamos de serviços mais eficientes, integrados e orientados para as necessidades dos operadores económicos”, afirmou o ministro.
Na visão do governante, a digitalização constitui uma das principais alavancas para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a produtividade e reforçar a capacidade do país de captar investimento nos sectores dos transportes, logística e comércio.
O Port Community System permitirá gerir, através de uma única plataforma, operações relacionadas com a entrada e saída de navios, importações, exportações, transbordo de mercadorias, cabotagem, transporte ferroviário e rodoviário, armazenamento, procedimentos aduaneiros, processos regulamentares e monitorização do desempenho operacional.
Com a integração digital dos diferentes operadores, o Governo espera reduzir significativamente os tempos de tramitação documental, eliminar procedimentos repetitivos e tornar mais previsível toda a cadeia logística.
O Ministro dos Transportes e Logística destacou que o projecto está alinhado com a Estratégia Nacional de Transformação Digital, concebida para modernizar os serviços públicos, aumentar a eficiência institucional e criar melhores condições para o crescimento económico sustentável.
“Quando digitalizamos processos, reduzimos custos, aumentamos a transparência e criamos melhores condições para atrair investimento”, declarou João Matlombe.
Para o Director-Geral da Maputo Port Development Company (MPDC), Osório Lucas, o lançamento da plataforma representa uma mudança estrutural na gestão portuária, permitindo uma articulação mais eficaz entre todos os intervenientes que participam na movimentação de mercadorias.
Segundo o gestor, um dos principais ganhos do sistema será a criação de uma verdadeira interoperabilidade entre instituições públicas e privadas, reduzindo atrasos provocados por procedimentos administrativos dispersos.
“A implementação deste sistema vai dinamizar a sistematização do sector portuário em vários níveis, criando uma verdadeira interoperabilidade entre as instituições e assegurando uma gestão mais coordenada das actividades portuárias”, afirmou Osório Lucas.
O responsável explicou que a concentração das operações numa única plataforma facilitará o acompanhamento dos processos em tempo real, aumentando a eficiência operacional e reduzindo riscos associados à falta de coordenação entre instituições.
Segundo Osório Lucas, a digitalização também permitirá melhorar a rastreabilidade das mercadorias, disponibilizar informação fiável em tempo útil e apoiar uma gestão mais eficiente das infra-estruturas portuárias.
Nesse contexto, o Porto de Maputo passa a integrar o grupo de infra-estruturas portuárias que utilizam plataformas digitais para centralizar informação, automatizar procedimentos e melhorar a coordenação entre os diversos actores da cadeia logística.
Com esta iniciativa, o Governo procura combinar investimento em infra-estruturas físicas com inovação tecnológica, criando condições para acelerar o comércio, reduzir custos operacionais, aumentar a transparência e consolidar o Porto de Maputo como uma das principais plataformas logísticas da região da África Austral.





