A Ministra Moçambicana das Finanças, Carla Loveira, defendeu, nesta quarta-feira, em Dar es Salaam, Tanzânia, o uso do gás natural e das energias renováveis para acelerar a industrialização de Moçambique e de África.
Loveira falava no Diálogo Ministerial sobre a Industrialização de África, subordinado ao lema “Impulsionar a Industrialização da África: os Recursos de Gás de África em Acção”. O encontro decorreu no Fórum de Infraestruturas para África 2026, que antecede a Assembleia Geral dos Accionistas da Africa50.
A ministra disse que Moçambique tem grandes reservas de gás natural e um forte potencial em energias renováveis. “Estas fontes representam uma das maiores oportunidades do país para acelerar a industrialização”, afirmou Carla Loveira.
Segundo a governante, energia fiável e a preços competitivos pode ajudar a desenvolver as indústrias nacionais. Pode também aumentar a produção de bens com maior valor acrescentado e reforçar as exportações.
Carla Loveira destacou o projecto Coral Sul FLNG, operado pela Eni, com um investimento estimado em oito mil milhões de dólares. O projecto colocou Moçambique entre os exportadores mundiais de gás natural liquefeito e fornece energia a mais de 20 países da Ásia e da Europa.
A ministra destacou ainda o uso do gás no mercado nacional. Desde 2004, parte do gás de Pande e Temane é exportada para a África do Sul. Outra parte abastece indústrias e centrais eléctricas. Entre 2014 e 2018, foram instaladas centrais a gás com capacidade conjunta de 452 megawatts. A Central Termoeléctrica de Temane deverá acrescentar mais 450 megawatts em 2027.
Carla Loveira reafirmou o compromisso de Moçambique em trabalhar com outros países africanos, parceiros internacionais e o sector privado. O objectivo é transformar os recursos naturais em energia, indústria, emprego e desenvolvimento. Para a ministra, o gás deve estar ao serviço da prosperidade dos povos africanos.







