Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador da ANAMOLA no distrito de Morrumbene, em Inhambane, foi raptado na sexta-feira, 11 de Setembro, e encontrado morto no sábado, 12 de Setembro, no distrito de Homoíne, na mesma província. A informação foi divulgada pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, que afirmou que a vítima era uma das suas testemunhas no processo que corre no Tribunal Supremo.
Numa mensagem divulgada no sábado, Mondlane afirmou que Facitela Gustavo “foi raptado e assassinado” e identificou-o como mobilizador da ANAMOLA em Morrumbene. Segundo o presidente do partido, o membro estava indicado como testemunha no julgamento marcado no Tribunal Supremo.
A ANAMOLA, através da sua Direcção Nacional de Informação, condenou a morte do seu membro e exigiu às autoridades policiais e judiciais uma investigação célere, rigorosa, profunda e independente.
Segundo o partido, Ilídio Facitela Gustavo exercia as funções de Coordenador de Mobilização Política da ANAMOLA no distrito de Morrumbene. O seu corpo foi localizado sem vida em Homoíne depois de ter sido vítima de um sequestro.
A formação política considera o caso um acto de violência contra a vida, a liberdade e a integridade física e exige que os autores materiais e morais sejam identificados, capturados e responsabilizados nos termos da lei.
A morte ocorre numa altura em que o julgamento de Venâncio Mondlane no Tribunal Supremo estava inicialmente marcado para 6 de Outubro. O processo poderá, entretanto, ser adiado depois de a defesa ter solicitado uma nova data, alegando incompatibilidade de agendas.
A referência de Mondlane à vítima como sua testemunha acrescenta uma dimensão particular ao caso, embora não tenham sido apresentadas, até ao momento, informações que estabeleçam uma relação entre a morte de Facitela Gustavo e o processo judicial.







