O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior da Hungria, sediada em Budapeste.
A distinção foi atribuída na passada sexta-feira, 8 de Maio, durante uma cerimónia oficial em que a universidade reconheceu o contributo literário e cultural do escritor moçambicano no panorama internacional. Na ocasião, a ELTE descreveu Mia Couto como uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global”, destacando a dimensão universal da sua obra, actualmente traduzida e publicada em dezenas de países.
Durante a cerimónia, a instituição homenageou igualmente quatro cientistas internacionais pelos seus contributos relevantes em diferentes áreas do conhecimento. Na sua intervenção, Mia Couto dedicou o galardão aos escritores moçambicanos e aos professores que trabalham diariamente pela educação das novas gerações no país. “Partilho este reconhecimento com todos os escritores moçambicanos e com os professores que se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”, afirmou.
Reconhecido como um dos mais importantes autores africanos contemporâneos, Mia Couto possui uma vasta produção literária composta por romances, contos, crónicas e poesia. A sua obra, marcada pela recriação poética da língua portuguesa e pela abordagem de temas ligados à memória, identidade, tradição e desafios sociais, tornou-se uma referência da literatura africana e lusófona.
Vencedor do Prémio Camões, o escritor tem contribuído para a projecção internacional da cultura moçambicana, sendo amplamente estudado e reconhecido em universidades e instituições literárias de diferentes partes do mundo.








