A mina de seis carros, no distrito de Vanduzi, na província de Manica, está paralisada há quase dois meses, para dar lugar a trabalhos de limpeza da área e retirada de corpos dos garimpeiros soterrados durante o desabamento da mina.
Tudo começou com o registo de ocorrência de uma mina de ouro de alto valor no mercado nacional e intercontinental naquela área, o que levou muitos jovens nacionais e estrangeiros a praticar o garimpo artesanal, para extrair o ouro, o que desencadeou milhares de garimpeiros a fazerem poços de 40 a 50 metros de profundidade e abertura de crateras tipo túneis, no subsolo.
Homens, mulheres e crianças recorriam a esta mina para a exploração de ouro e com o valor da venda, adquirir residências, viaturas e motorizadas, ou seja, uma forte fonte de renda para a população que assumia o risco de se fazer a mina sem observar os cuidados de protecção necessários.
Em meio a este cenário de garimpo artesanal, agravou-se a degradação acentuada dos solos, facto que provocou o desmoronamento de terras de forma recorrente, o que culminou com a perda de vidas e ferimentos de dezenas de garimpeiros.
Perante várias ocorrências, as autoridades do governo local tomaram medidas que culminaram com a suspensão da actividade garimpo na mina seis carros, cujo objectivo era de fazer uma limpeza no local, para garantir a segurança e também retirar um número não especificado de corpos soterrados.
Segundo alguns garimpeiros a paralisação que já leva dois meses, está dificultar a sobrevivência daquele grupo visto que permanecem no local aguardando a retoma das actividades.
Moisés Ângelo e Rosário Fonseca, naturais de Vanduzi e Mania, respectivamente, contam que estão na mina de seis carros desde o ano passado e afirmaram a nossa equipa de reportagem que desde a paralisação da actividade têm enfrentado diversas dificuldades de sobrevivência.
“Estou aqui na mina desde ano passado, consegui dinheiro para me sustentar aqui onde estou e outro mandava para a família, mas agora estamos a passar mal, o governo nos mandou parar, porque dizia querem limpar bem a área com máquinas e depois retirar os corpo, mas até agora, máquinas continuam a trabalhar todos os dias e nós ainda estamos parados sem trabalhar”, disse um dos garrimpeiros.
O Administrador do distrito de Vanduzi, Armando Canheze disse que a orientação dada aos garimpeiros enquanto decorre o processo de limpeza é estarem organizados com instrumentos de segurança para a prática da actividade para evitar o desabamento de terra e mortes que ocorriam com frequência.
Enquanto a limpeza não termina, os garimpeiros continuam a espera no local nas suas palhotas improvisadas à espera da autorização das autoridades para a retoma da actividade de garimpo.





