Moçambique vai reforçar, ainda este ano, a infra-estrutura nacional de telecomunicações com a instalação de 60 novas torres em igual número de localidades, numa iniciativa que pretende reduzir as zonas sem cobertura de rede e acelerar a meta de levar os serviços de comunicações electrónicas a quase todo o território nacional até 2030.
O investimento enquadra-se na estratégia do Governo de expandir o acesso às telecomunicações, consideradas um dos pilares para o desenvolvimento económico, inclusão digital e melhoria da prestação de serviços públicos nas comunidades mais distantes dos grandes centros urbanos.
Segundo dados apresentados pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), a cobertura nacional dos serviços de telecomunicações situa-se actualmente em cerca de 82%.
A meta definida pelas autoridades passa por elevar esse indicador para aproximadamente 96% até ao final da presente década. O anúncio foi feito pelo engenheiro Salomão David, técnico do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, durante uma conversa com a imprensa, em Maputo.
Na ocasião, o responsável explicou que a expansão da rede constitui uma das prioridades do sector das comunicações. Segundo Salomão David, as novas infra-estruturas foram concebidas para responder às necessidades das populações que continuam sem acesso regular aos serviços de telefonia móvel.
Para o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, a expansão da cobertura constitui um processo contínuo que exige investimentos sustentados e cooperação entre o Estado e os operadores.
Com a instalação das 60 novas torres prevista para este ano, o país pretende aproximar-se da meta de cobertura de 96% até 2030, reforçando o acesso das populações às telecomunicações e consolidando a inclusão digital como um instrumento de desenvolvimento nacional.
Começa hoje a 5ª Conferência Nacional das Comunicações
Subordinada ao lema “Comunicações como pilar para a transformação digital”, a conferência tem como objetivo primordial discutir aspectos relacionados com a migração digital, a integração de novos serviços da 5ª geração nas telecomunicações, bem como o impacto dos desastres naturais no ecossistema de comunicações.
Segundo o Director dos Serviços das Comunicações e porta-voz da conferencia, Salomão David, será discutida ainda a questão relacionada com as tarifas e os modelos concorrenciais existentes para o contexto econômico atravessado por Moçambique.
“Prevemos que estejam presentes aproximadamente mais de 350 pessoas. Pretendemos ter 62 painelistas em 8 painéis que vão se debruçar de diversas áreas do sector das comunicações”, disse David acrescentando que o evento contara pela primeira vez, a presença da União Internacional das Telecomunicações (ITU) representada a seu mais alto nível pela secretária-geral.
Quanto aos ganhos da 4ª conferência, o porta-voz explicou que foi depois dela que “começamos a implementação da tecnologia 4G a nível das grandes capitais provinciais. E de lá para cá temos feito um processo migratório, de levar as comunicações dos grandes centros urbanos para as zonas perirurbanas e para as zonas rurais”.
Já para a 5ª conferência, essencialmente, “o impacto que terá no subscritor das redes de telecomunicações é que vamos passar a criar um plano para a introdução da tecnologia 5G, que vai começar pelos grandes centros urbanos”, avançou David.



