Os constantes relatos de assassinatos de moto-taxistas continuar a preocupar a classe na cidade de Chimoio, na província de Manica. O crime protagonizado por indivíduos que se fazem passar por clientes, que se apoderam dos meios circulantes depois de tirar a vida dos proprietários, agravam vulnerabilidade de algumas famílias que dependem desta actividade para gerar renda.
Segundo apurou a nossa reportagem, no primeiro semestre deste ano, na cidade de Chimoio, morreram 15 moto-taxistas, assassinados durante o exercício da sua actividade, sem contar com os distritos de Gondola, Vanduzi e Manica que também tem estado a registar casos frequentes.
Face a este cenário que prevalece nos últimos anos, a sociedade civil na província de Manica, defendem uma investigação serrada envolvendo peritos criminalistas por entenderem melhor da àrea em estreita colaboração com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), olhando pelo modus operandi dos criminosos.
Segundo o activista de Direitos Humanos, Miguel Mulesse, os criminalistas e as autoridades devem fazer uma investigação exaustiva de base, visando perceber melhor onque está por detrás dos actos criminiais envolvendo moto-taxistas, que em alguns casos não chegam a levar os pertences das vítimas.
“Olhando essa situação específica aqui precisa-se fazer uma investigação profunda, para se saber quais são as reais motivações, porque existem situações em que nós até pensamos que se calhar eles querem ameaçar e levar a motorizada, mas o que está acontecer não é isso, ele pegam alguém matam, mas não levam nada, a motorizada deixam no local então significa que é uma situação que estravassa até o censo comum”, disse o activista.
A fonte lamentou ainda a falta de clareza nos trabalhos desenvolvidos pelas autoridades em prol de manter a ordem, segurança e tranquilidade pública pelo que a falta de coordenação pode estar a contribuir para o insucesso dos trabalhos. “Será que a polícia está fazer o seu papel na plenitude, porque temos muita força por aí, mas se formos a ver no final do dia pouco faz para repor a ordem e tranquilidade, eu penso que com trabalho coordenado ente a PRM, o policiamento comunitário e com a própria comunidade é possível reverter este cenário”, disse.
Na visão de Mulesse, os trabalhos de fiscalização devem ser cpoadjuvados com o melhoramento da iluminacao das vias que contribui significativamente para a ocorrência de sinistros na calada da noite.
Há cinco anos, Riaca Bande, um dos vários moto-taxistas vitima dos malfeitores, conta que foi volta das 18h que sofreu espancamento após carregar dois jovens que se faziam passar por passageiros. “Eles diziam queriam táxi até no bairro Agostinho Neto, chagados numa àrea pouco iluminada disseram ter chegado ao destino e ali tinham seus comparsas a nossa espera e comessaram a me agredir e levaram a motorizada”, conta lamentando o facto de terem tirado o meio do seu sustento.
Já Teresa Almeida, de 31 anos de idade, viuva de um moto-taxista assassinado há um ano, descreve uma vida cheia de difuculdades após perder o marido em mais uma rotina no moto-táxi e deuxou-a com duas crianças de 8 e um ano de idade.
O presidente da Associação dos moto-taxistas em Manica, mostrou-se preocupado com a situação, avançando que a agremiação perdeu cerca de 14 membros assassinados em pleno serviço. O dirigente apelou aos texistas a redobrarem as medidas de controlo e evitar carregar passageiros durante o período da noite. (Lázaro Francisco)





