A Primeira-Dama de Moçambique desenvolveu, entre Janeiro e Março de 2026, uma intensa agenda social marcada pela proximidade com as comunidades, resposta a emergências e reforço da protecção de grupos vulneráveis, segundo um relatório oficial do período.
As acções centraram-se em três eixos principais: escuta social, assistência humanitária e promoção dos direitos das mulheres e crianças. Logo no início do ano, a atenção recaiu sobre as empregadas domésticas, com iniciativas de valorização da classe, defesa de melhores condições de trabalho e reforço da protecção social.
O documento destaca também a preocupação com o bem-estar das famílias dessas trabalhadoras, sobretudo no acesso à educação, saúde e condições dignas para os seus filhos.
Resposta às cheias mobiliza apoio nacional
Entre o final de Janeiro e Fevereiro, a actuação foi dominada pela resposta às cheias que afectaram várias regiões do país. A Primeira-Dama liderou esforços de mobilização de ajuda humanitária, envolvendo instituições, parceiros e cidadãos.
No distrito do Búzi, uma das zonas mais afectadas, manteve contacto directo com as populações, procedendo à entrega de bens essenciais como alimentos, kits de higiene e insumos agrícolas. A intervenção deu prioridade a crianças, idosos e mulheres chefes de família.
Para além da assistência material, o relatório sublinha a importância da dimensão humana, com momentos de convivência e reforço da solidariedade junto das comunidades.
Cabo Delgado e protecção da infância em destaque
Em Março, a agenda expandiu-se para a província de Cabo Delgado, onde foram realizadas acções de apoio a deslocados, idosos e mulheres afectadas pelo conflito. O contacto com líderes comunitários e religiosos reforçou o compromisso com a inclusão social.
A protecção da criança foi outro dos pilares, com anúncios de melhorias em infra-estruturas de acolhimento e reforço do apoio a menores em situação de vulnerabilidade.
Promoção dos direitos da mulher e coesão social
No âmbito das celebrações do Mês da Mulher, foram destacadas conquistas na promoção dos direitos femininos, mas também os desafios persistentes, como a violência baseada no género, casamentos prematuros e desigualdades sociais.
A agenda incluiu ainda iniciativas voltadas para a promoção da paz e coesão social, com encontros inter-religiosos que enfatizaram a importância do diálogo e da unidade nacional.
Saúde e parcerias reforçadas
No sector da saúde, foi anunciada a intenção de descentralizar os serviços de oncologia pediátrica, facilitando o acesso ao tratamento em diferentes regiões e reduzindo a necessidade de deslocações para Maputo.
O relatório sublinha também o fortalecimento de parcerias com organizações da sociedade civil, consideradas fundamentais para ampliar o impacto das acções nas áreas de saúde, educação e protecção social.
Panorama geral
O balanço do primeiro trimestre aponta para uma actuação focada na dignidade humana, inclusão social e melhoria das condições de vida das populações mais vulneráveis, consolidando uma abordagem baseada na proximidade, solidariedade e cooperação institucional.







