O cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta sinais de fragilidade pouco mais de 24 horas após ter sido divulgado, em meio a acusações mútuas e novos episódios de violência na região.
Na quarta-feira (8 de Abril), Israel lançou uma série de ataques no Líbano, que resultaram na morte de pelo menos 182 pessoas. As operações foram descritas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) como uma das maiores ofensivas desde o início da sua campanha terrestre contra o Hezbollah, grupo político e militar xiita apoiado pelo Irã. Segundo as autoridades israelitas, cerca de cem alvos foram atingidos em apenas dez minutos.
Do lado iraniano, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Saeed Khatibzadeh, afirmou à BBC que Teerão enviou uma mensagem aos Estados Unidos, criticando o que considera incoerência no processo de cessar-fogo. Segundo o responsável, não é aceitável solicitar uma trégua e, ao mesmo tempo, permitir que aliados conduzam ataques.
Em resposta, Donald Trump alertou que as forças norte-americanas permanecem em estado de prontidão no Médio Oriente e advertiu que, caso o acordo não seja respeitado, os confrontos poderão intensificar-se significativamente.
Até ao momento, não há confirmação clara sobre a inclusão de Israel no acordo de cessar-fogo, o que aumenta a incerteza em torno da sua aplicação efectiva.
Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou retaliar, afirmando que poderá dar uma “resposta forte” caso os ataques não cessem de imediato, elevando ainda mais o risco de escalada no conflito.








