O combate à intermediação ilegal na tramitação de documentos de viagem marcou a tomada de posse de novos quadros do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), numa cerimónia dirigida pelo Ministro do Interior, Paulo Chachine.
Durante o acto, o governante destacou avanços que classificou como “assinaláveis” na redução de intermediários, vulgarmente conhecidos por “despachantes”, junto dos sectores de atendimento ao público e postos de travessia. Segundo explicou, o cenário de enchentes e facilitação irregular para obtenção de documentos migratórios registou uma redução significativa nos últimos tempos.
“Queremos que este cenário se consolide até ao ponto de deixarmos de ter intermediários na tramitação de expedientes para obtenção de documentos de viagem, bem como na realização do movimento migratório nos Postos de Travessia”, afirmou Chachine, acrescentando que o fenómeno prejudica a imagem institucional do SENAMI e representa riscos à segurança interna.
A declaração surge numa altura em que persistem denúncias relacionadas com cobranças ilícitas e esquemas de facilitação em alguns serviços públicos, sobretudo nos sectores ligados à emissão de documentos. O Ministério do Interior entende que o reforço da disciplina e da ética profissional pode contribuir para restaurar a confiança dos cidadãos no sistema migratório nacional.
Na ocasião, o ministro apelou aos novos dirigentes do SENAMI para reforçarem o espírito paramilitar no seio da instituição, com enfoque no garbo, disciplina, sentido de Estado e sigilo profissional.
A cerimónia serviu igualmente para conferir posse a vários quadros nomeados para cargos de direcção e chefia a nível central e provincial. Entre os empossados constam Atanásio Dinis Madebe, nomeado Director Nacional de Recursos Humanos, Ancha João Martins Geque, indicada para Directora Nacional de Administração, Logística e Finanças, bem como José Danilo Ibraimo Marole, Marcos Albino e Amisse Valeriano Latifo, que passam a dirigir os serviços provinciais de Migração em Gaza, Niassa e Manica, respectivamente.
Foram ainda empossados responsáveis para áreas de planificação, assuntos jurídicos, controlo migratório, ética profissional, formação e logística, num movimento que o Ministério do Interior considera estratégico para reforçar o funcionamento e a credibilidade do SENAMI.








