Cerca de 58 mil farmacos foram recuperados do mercado negro no âmbito das ações de prevenção e combate ao desvio e comercialização ilícita de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), uma operação conjunta liderada pela Polícia da República de Moçambique (PRM), através do Plano Operativo Aspirina, em meio a várias reclamações de insuficiência de fármacos nas farmácias públicas.
Como resultado desta acção, realizada na última semana, na sequência de uma denúncia anónima, a PRM procedeu à detenção de um cidadão nacional, de 47 anos de idade, por sinal Funcionário do Hospital Provincial de Tete, segundo fez saber Feliciano da Camara, Porta-voz da PRM.
O referido cidadão foi surpreendido a comercializar medicamentos na via pública, nas proximidades da sua residência. Durante a intervenção policial, foi igualmente constatada a presença de vários cidadãos que recebiam tratamentos de forma clandestina no local.
Da apreensão efectuada constam mais de 58 mil comprimidos e unidades farmacêuticas diversas, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios, anti-maláricos, anti-conceptivos, testes rápidos de diagnóstico, medicamentos injetáveis, material médico-cirúrgico e outros insumos hospitalares pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde, para além de 220 comprimidos provenientes a margem do SNS.
Os produtos apreendidos possuem um valor comercial estimado em várias centenas de milhares de meticais, representando um prejuízo significativo para o Estado e para os esforços de assistência medicamentosa à população.
Face a este senário o Serviço Provincial de Saúde (SPS), apela à população em geral para que não compre medicamentos comercializados na via pública, residências particulares ou em locais não autorizados, por existirem fortes riscos de se tratar de produtos desviados das unidades sanitárias, sem garantia de qualidade, conservação e segurança.
Segundo o SPS de Tete, a compra de medicamentos roubados ou de origem duvidosa compromete a saúde dos cidadãos, incentiva a criminalidade e contribui para a escassez de fármacos nas unidades sanitárias, pelo que sempre que tiver conhecimento de casos de venda ilegal de medicamentos, a população deve comunicar imediatamente às autoridades competentes para a devida intervenção.
Tentativa de roubo de medicamentos do HCN frustrada pela equipa de segurança
Ainda esta semana uma tentativa de roubo de medicamentos foi frustrada no Hospital Central de Nampula (HCN) pela equipa de segurança. O alvo dos meliantes era o desvio de diverso material médico-cirúrgico, medicamentos e equipamentos de frio, essenciais para a conservação de vacinas.
A equipa de seguranças da instituição interceptou um veículo quando este se encontrava praticamente de partida, pronto para abandonar o recinto hospitalar com a carga ilegal e com um destino alheio aos planos oficiais da instituição. E no meio das suspeitas, foi comunicada a direção do HCN que acionou imediatamente a Polícia da 2.ª Esquadra.
A pronta intervenção resultou na apreensão de uma viatura de marca Toyota, modelo Ractis, de cor preta, e a detenção de um suspeito, para efeitos de investigação. Foi “graças à vigilância reforçada, os equipamentos e medicamentos não chegaram a sair dos limites da instituição”, disse uma fonte ligada ao HCN.
No entanto, o governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, reagiu publicamente ao sucedido e elogiou o trabalho dos profissionais: “Saúdo a Direção do Hospital Central de Nampula e, de forma especial, a equipa de segurança do turno da manhã, pela pronta intervenção que frustrou a tentativa de roubo de material médico”.
O governante sublinhou ainda que o roubo de medicamentos e material cirúrgico atenta diretamente contra a saúde dos cidadãos, assumindo uma gravidade extrema num cenário de escassez de recursos.
Eduardo Abdula manifestou o seu profundo reconhecimento ao corpo de segurança do HCN pela coragem e sentido de responsabilidade, concluindo que proteger aquela unidade sanitária equivale a defender as vidas da população de Nampula. (Lázaro Francisco)








