O sector de saúde na província de Manica registou um cumulativo de 29 óbitos por malária no primeiro trimestre deste ano de um total de 516.778 casos registados em toda a província, contra 339.495 casos registados em igual período de 2025 onde as autoridades tinham reportado 16 óbitos.
O aumento de casos de mortalidade e infecções por malária nesta região do país é motivo de preocupação da chefe do executivo provincial de Manica que recomendou o sector da saúde para redobrar esforços na busca de estratégias que visam mitigar índices desta doença.
Face ao cenário, Francisca Tomás procurou perceber sobre os resultados que têm sido alcançados nas campanhas de distribuição massiva de redes mosqueteiras na província, considerada uma das principais medidas e acções de prevenção da malária.
“Devemos fazer programas constantes ao nível das comunidades, traçando estratégias para evitar a perda dos nossos cidadãos por causa da malária”, disse a dirigente sublinhando que é papel das autoridades a disponibilização das redes mosqueteiras e intensificar as acções de sensibilização junto as comunidades.
Por seu turno Adelino Xerinda, da Fundação para o Desenvolvimento na Comunidade, uma organização focada no combate à malária na província, afirmou que há necessidade dos diversos actores da sociedade redobrarem esforços, visando reduzir os níveis elevados da malária em Manica.
Já o representante do Ministério da Saúde (MISAU), Alfa Moyane, disse que Moçambique por ser o 5º país no mundo com maiores índices de malária com Manica a ocupar a 3ª posição ao nível do pais devem ser desenhadas estratégias locais para fazer face ao cenário.
O fórum principal da Malária organizado pela Fundação para Desenvolvimento Comunitária (FDC), acontece numa altura em que esta organização parceira do Ministério da Saúde prepara-se para a campanha de distribuição de rede mosqueteira em todos os doze distritos da província de Manica.
Ademais, a nossa equipa sabe que nos últimos dois anos ao nível da província de Manica, não ouve a distribuição de redes mosqueteiras, fenómeno que pode estar entre os factores que levaram o incremento de casos de malária registados, isso sem mencionar o deficitário saneamento nas principais cidades e vilas da província, o que urge a necessidade de traçar união de esforços ao nível do sector da saúde e organizações parceiras do sector na prevenção da doença.
A malária é considerada pelo Ministério da Saúde como sendo a doença com maior internamento nas unidades sanitária no pais, que contribui negativamente para a mortalidade infantil, para fazer face, o MISAU tem estado a distribuir nos últimos anos as redes mosqueteiras com prioridade para mulheres grávidas durante abertura da ficha pré-natal.



