A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu esta quarta-feira, 05 de Agosto, em Maputo, a criação de mais oportunidades para que as mulheres tenham acesso ao emprego qualificado, ao financiamento e aos sectores estratégicos da economia, considerando que a igualdade de participação depende do acesso efectivo aos espaços de decisão e liderança.
A posição foi assumida durante a abertura da 4.ª Conferência Mulheres na Economia, promovida pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), que reúne representantes do Governo, do sector privado, da academia, da sociedade civil e de parceiros de cooperação para debater estratégias de inclusão económica das mulheres.
“A pergunta não é se participam. Elas participam – e muito. A pergunta é: participam apenas onde se trabalha ou também onde se decide? Nos pequenos negócios ou também nos grandes contratos? Na formação ou também no emprego qualificado e na liderança? Estar presente na economia não significa, por si só, ter poder económico”, disse.
Durante a intervenção, a governante revelou que, em 2025, as mulheres ocuparam apenas 23,3% dos postos de trabalho registados no país, apesar de representarem quase metade dos beneficiários da formação técnico-profissional e dos estágios remunerados. Defendeu, por isso, que a formação deve responder às necessidades do mercado e que o conteúdo local dos grandes projectos deve traduzir-se em mais empregos, contratos e oportunidades para empresas lideradas por mulheres.
A conferência decorre sob o lema “Formação, Liderança e Conteúdo Local: Preparar as mulheres para aceder, competir e liderar nos sectores estratégicos da economia”, procurando identificar soluções que reforcem a participação feminina no desenvolvimento económico do país.






