O Banco de Moçambique afirmou que a intervenção no Moza Banco, em Setembro de 2016, foi necessária para proteger os depositantes, garantir a continuidade das operações da instituição e preservar a estabilidade do sistema financeiro. Em nota de esclarecimento, o banco central explica que a decisão foi tomada no exercício das suas competências de supervisão, depois de constatar que o Moza Banco enfrentava uma grave deterioração da sua situação financeira.
Segundo a instituição, em Setembro de 2016 o banco apresentava fundos próprios negativos de 24,9 mil milhões de meticais e um rácio de solvabilidade de menos 100,21%, indicadores que demonstravam a incapacidade de continuar a operar normalmente.
Perante este cenário, o Banco de Moçambique decidiu intervir a 30 de Setembro de 2016, suspendendo o Conselho de Administração e a Comissão Executiva do Moza Banco e nomeando uma administração provisória.
A intervenção incluiu ainda uma injecção de cerca de oito mil milhões de meticais para assegurar os depósitos dos clientes e manter o funcionamento da instituição. O Banco de Moçambique considera que a medida evitou riscos para o sistema financeiro, nomeadamente uma eventual corrida aos depósitos e o contágio a outras instituições bancárias.






