Durante as cerimónias centrais dos 51 anos da Independência Nacional, em Maputo, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que a verdadeira soberania do país passa pela capacidade de produzir e transformar os recursos, considerando ser o caminho para a “segunda independência”, neste caso, a económica.
No seu discurso, o Chefe do Estado enquadrou a celebração como um momento de reflexão sobre o futuro, colocando a produção e produtividade no centro da estratégia nacional para a próxima década.
“A segunda independência chama-se produção e produtividade, chama-se trabalho árduo, chama-se disciplina, chama-se patriotismo e nacionalismo económico”, sublinhou o Presidente.
Homenagem aos heróis do passado e do presente
Durante a sua intervenção, Daniel Chapo prestou homenagem aos combatentes da luta de libertação nacional, realçando que, apesar das adversidades, “nunca desistiram da esperança de ver nascer uma nação livre, independente e soberana”.
O PR estendeu o reconhecimento aos “heróis de hoje”, em referência às Forças de Defesa e Segurança que, em Cabo Delgado, continuam a combater o terrorismo para garantir a soberania e integridade territorial do país.
Nova lei de minas para a valorização dos recursos naturais do país
Num dos momentos altos do discurso, Daniel Chapo anunciou o interesse do Governo em promover a economia nacional através da recente revisão da legislação sobre minas, petróleo e gás.
O Presidente defendeu que a nova lei sobre minas visa garantir a valorização dos recursos naturais no país, acabando com a exportação de matérias-primas sem processamento.
“Queremos construir um Moçambique que produza mais alimentos para o seu povo, que industrialize a sua economia, que valorize os seus recursos naturais, que exporte conhecimento, e que gere empregos para a juventude e a mulher moçambicana que são a maioria do povo moçambicano”, afirmou.
O Presidente sublinhou que a independência económica exige uma nova mentalidade nacional, assente na integridade, responsabilidade, competência e mérito.
Chapo concluiu que o desenvolvimento não se constrói apenas com discurso, mas com o reforço da investigação científica, investimento em equipamento industrial e a responsabilização dos recursos humanos em todos os setores do estado. (Tomás Pindela)




