A Edilidade de Lichinga está a investir cerca de 142,1 milhões de meticais na construção e melhoria de infra-estructuras sociais com destaque para a expansão da rede de abastecimento de água, a construção de centros de saúde, melhoramento de infra-estruturas administrativas e urbanas, pavimentação de vias de acesso e a construção do alpendre do mercado de Chiuaula para dar melhores condições de comercialização de produtos frescos, cujo os projectos fazem parte das promessas feitas durante a campanha eleitoral passada e visam responder às necessidades dos munícipes e impulsionar o desenvolvimento da urbe.
No âmbito deste investimento, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Lichinga, Luís Jumo, está a intensificar trabalhos de fiscalização das obras em curso, com o objectivo de pressionar os empreiteiros a cumprir os prazos estabelecidos e no terreno, acompanhou o andamento, verificou a qualidade dos materiais utilizados, o cumprimento das especificações técnicas e a execução das diferentes fases dos projectos.
Falando em conferência de imprensa, após sua visita de trabalho, Jumo disse estar satisfeito com o decurso das obras e frisou que o montante representa uma aposta no crescimento urbano para o bem-estar dos munícipes, e está a ser canalizado na construção de um Centro de Saúde do Tipo II no bairro de Nangala que deverá reduzir a distância que muitos moradores percorrem em busca de cuidados de saúde.
“Hoje decidimos monitorar todas as obras que estão em curso ao nível da cidade e a avaliação que fazemos é positiva, na medida em que algumas obras decorrem a bom ritmo. Visitamos as obras de construção do Centro de Saúde do Tipo II no bairro de Nangala, que em termos de execução estão a 64% e recomendamos o empreiteiro para aumentar o número de mão-de-obra, de modo a entregarmos a obra aos munícipes daqui a pouco”, referiu Jumo.
A fonte acrescentou que “as obras contemplam a construção de cinco salas de atendimento, um bloco sanitário, construção de sistema de água potável para o saneamento do meio”, sublinhando que o projecto constitui um ganho importante, uma vez que água e saneamento são elementos fundamentais para a prevenção de doenças e para a manutenção de condições adequadas de higiene.
Escola Básica de Nangala: melhores condições para aprender
Na área de educação o dirigente considera que a construção de cinco salas de aulas e um bloco administrativo da Escola Básica do bairro Nangala, incluindo um sistema de abastecimento de água, com uma execução de 87%, representa uma resposta à necessidade de ampliar a capacidade da rede escolar onde a criação de novas salas poderá ajudar a reduzir a pressão sobre as infra-estructuras existentes e proporcionar aos alunos um ambiente mais adequado para a aprendizagem.
“Essas obras encontram-se numa fase avançada e visa reforçar a qualidade de ensino e aprendizagem, nós sabemos que água disponível na escola significa melhores condições para a higiene dos alunos, limpeza das instalações e prevenção de doenças”, disse Luís Jumo frisando que a obra poderá contribuir para uma escola mais segura e saudável, criando condições para que as crianças possam aprender com maior dignidade e desenvolver-se num ambiente apropriado.
Melhorar a mobilidade urbana para o desenvolvimento local.
Na construção da estrada entre a zona comunal de Chicualacuala e o bairro 23 de Setembro, numa extensão de cerca de 350 metros, Jumo considera que tem um impacto que vai para além da circulação de viaturas mas a criação de melhores condições dos munícipes que vai facilitar a deslocação de pessoas, produtos e serviços.
“A melhoria da via poderá ainda estimular a actividade económica local, uma vez que onde circulam pessoas e mercadorias, também circulam oportunidades”, anotou o edil recordando períodos de chuva, onde a existência de vias melhoradas assume uma importância ainda maior, podendo reduzir as dificuldades de circulação e evitar que determinados bairros fiquem praticamente isolados devido a lama que se encontra em vários bairros.
Por outro lado o nosso interlocutor avançou que a estrada que parte do Ponto Final, passa pela zona da Redunda e termina junto à Escola Básica de Namacula, avaliada em cerca de 111 milhões de meticais proveniente dos cofres do Banco Mundial, constitui uma das intervenções de maior impacto na mobilidade urbana. “Uma via com melhores condições pode reduzir o tempo de deslocação dos munícipes e facilitar o acesso aos serviços públicos e privados”, indicou a fonte
O edil de Lichinga, não parou por ai destacou que a estrada poderá beneficiar particularmente os estudantes que se deslocam para a Escola Básica de Namacula, os comerciantes que transportam produtos e os residentes que necessitam de chegar rapidamente a outras zonas da cidade.
O responsável do Conselho Municipal da Cidade de Lichinga reconhece que “ainda temos desafios enormes de continuarmos a prover mais serviços básicos. Referimo-nos a melhorar as vias de acesso dos bairros de Maomé, Niassa Um, Sanjala e Singano”, revelando que neste momento a edilidade está a mobilizar recursos financeiros para intervencionar as ruas.
Um alpendre para Chiuaula e três novos centros de saúde no futuro
A construção do alpendre do mercado Chiuaula, também financiada pelo Banco Mundial e avaliado em cerca de 9 milhões de meticais, a edilidade entende que deverá melhorar as condições de trabalho dos vendedores e de compra para os consumidores visto que um espaço comercial protegido das condições climatéricas proporciona maior conforto aos comerciantes, que poderão exercer as suas actividades com maior segurança e dignidade.
“Achamos que essas obras vão responder àquilo que são as necessidades dos nossos munícipes aqui no mercado Chiuaula porque a melhoria do mercado poderá representar um ambiente mais organizado e adequado para a compra de produtos sobretudo aqueles cuja sobrevivência depende diariamente do pequeno comércio”, considerou Jumo.
No sector da saúde, a autarquia promete avançar ainda este ano com o lançamento da primeira pedra para a construção de três Centros de Saúde do Tipo II, nos bairros de Mutapassa, Naluila e Guerra que poderá ampliar a cobertura dos serviços básicos de saúde e aproximar as populações, reduzindo a dependência de deslocações para zonas mais distantes.
Com as máquinas no terreno e os empreiteiros sob vigilância, a edilidade procura garantir que os projectos não fiquem apenas como números nos documentos de planificação. A fiscalização funciona como uma sentinela do dinheiro público, acompanhando cada etapa para que o investimento se transforme em benefícios reais, onde os benefícios são munícipes que procuram os serviços básicos atempadas de assistência médica.




